Das coleções de Arte e Ciências Naturais de António Monteiro ao Museu Instrumental Português

Obra III

Em 1874 – Em consequência do longo processo judicial, que durou três décadas e dita a derrocada do império da casa Quintela-Farrobo, o Palácio da Calçada do Alecrim é vendido em hasta pública, tendo sido adquirido pelo capitalista e Comendador Francisco Augusto Monteiro, cognominado o “Monteiro dos Milhões”, herdou dos pais uma grande fortuna familiar, construída pelo avô materno que tinha o monopólio do comércio dos cafés, pedras preciosas e dos transportes marítimos entre Brasil e Portugal. Seu filho, António Augusto Carvalho Monteiro reúne no Palácio a sua biblioteca e valiosas coleções de Arte e Ciências Naturais (entomologia, malacologia, ornitologia, herbário). A sua coleção de lepidópteros (borboletas) a 2ª mais extensa do mundo, é constituída por muitos milhares de espécies, algumas coletadas pelo próprio António Augusto Carvalho Monteiro, no Palácio. Já a coleção malacológica (moluscos) reunia cerca de 10.000 espécies. O herbário será considerado precioso, e, também muito relevante, a coleção de colibris.
Em 1915 – O Museu Instrumental Português é Instalado no Palácio, constituído por cerca de cinco centenas de Instrumentos Musicais.

História Artística

Todos os acontecimentos com toque de poesia, fizeram com que Mordomo nos servisse esta História repleta de Surrealismo…não se trata de um Chá Gasoso, tampouco um Vinho do Porto, antes um Chá Vivente, realizado do Herbário seco, que se torna Vivificante e Libertador, de onde esvoaçam Borboletas e brilhantes Colibris, outrora inertes e inanes, polinizam flores outrora secas, que voam pelo Palácio ao encontro dos mais diversos Instrumentos Musicais, sentindo um especial encanto por um Híbrido Violão – Harpa onde realizam belos encontros musicais…Assim, se vê também sobre a mesa espalhadas as coleções malacológicas, junto com a sua fonte de riqueza, pedras preciosas (Swarovski Elements), seus grãos de café e as velas soltas em símbolo dos Transportes Marítimos entre Brasil e Portugal…

160 x 109 CM

Técnica Mista sobre Tela

2016